De vassouras nas mãos, agilidade nos pés e uniforme alaranjado, os garis se espalham pelas ruas das cidades. São especialistas em limpar a sujeira deixada pelos outros. No centro da capital paulista, eles se reúnem para o almoço ou a troca de turno no alojamento dos garis. Para aproveitar o movimento e dar oportunidade a esses homens e mulheres, a ONG Educa São Paulo instalou ali, há três anos, uma biblioteca comunitária.
A sala novinha, recheada com quatro mil exemplares de livros, jornais erevistas, logo chamou a atenção. Era só sobrar um tempinho entre uma faxina e outra que alguém aparecia para folhear um capítulo. Mas ficava só nisso: clássicos da literatura, romances, suspenses permaneciam nas prateleiras. Os organizadores da biblioteca perceberam que, apesar de muitos garis terem o Ensino Médio completo, alguns não conseguiam sequer ler as manchetes dos jornais.
São os chamados analfabetos funcionais, aqueles que conhecem as letras, mas não conseguem interpretar as frases. Foi então que a ONG fez uma parceria com a PUC de São Paulo. Os alunos da universidade tornaram-se professores voluntários. A biblioteca virou sala de aula com 120 garis matriculados, seduzidos pela ideia de tirar a poeira das antigas lições. A aula de reforço abriu o mundo da literatura para os servidores do centro. Os livros agora viajam pela cidade. Substituem as vassouras e limpam a mente de quem limpa São Paulo.
A sala novinha, recheada com quatro mil exemplares de livros, jornais erevistas, logo chamou a atenção. Era só sobrar um tempinho entre uma faxina e outra que alguém aparecia para folhear um capítulo. Mas ficava só nisso: clássicos da literatura, romances, suspenses permaneciam nas prateleiras. Os organizadores da biblioteca perceberam que, apesar de muitos garis terem o Ensino Médio completo, alguns não conseguiam sequer ler as manchetes dos jornais.
São os chamados analfabetos funcionais, aqueles que conhecem as letras, mas não conseguem interpretar as frases. Foi então que a ONG fez uma parceria com a PUC de São Paulo. Os alunos da universidade tornaram-se professores voluntários. A biblioteca virou sala de aula com 120 garis matriculados, seduzidos pela ideia de tirar a poeira das antigas lições. A aula de reforço abriu o mundo da literatura para os servidores do centro. Os livros agora viajam pela cidade. Substituem as vassouras e limpam a mente de quem limpa São Paulo.
(Disponível em: <http://www.almanaquebrasil.com.br> Acesso em: 2 jun. 2011.)